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Ensaio

Para não dizer que não falei de flores: Considerações acerca da AIDS e do universo religioso

José Henrique Lobato Viana
6/2001

As respostas religiosas para a epidemia têm, ao longo dos anos, produzido alterações no campo discursivo. Num primeiro momento, como em toda a esfera social, o medo e o desconhecimento de como se dava a contaminação demarcava territórios. Muitos recusavam se envolver com prevenção e atendimento às pessoas com hiv/aids, isso acontecia tanto no espaço religioso quanto fora dele.

 

Os encontros entre aids e religião têm ocorrido de formas diversas, ora o discurso religioso detrata e recrimina, ora acalenta e aconchega. Muita coisa ainda está por vir.

 

Como num grande caleidoscópio, onde surgem novas figuras, novas imagens a cada movimento operado, as práticas e saberes de cunho religioso redefinem idéias, discursos ao nível subjetivo. Compreendemos também que a aids constrói uma teia relacional constituída por visões e expectativas distintas em vivências de um cotidiano comum. Assim sendo, percebemos que nesse “campo”, da aids e da religião, ainda há muitas flores a germinar.

 

Referências bibliográficas

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GALVÂO,J.  As respostas religiosas frente à epidemia de hiv/aids no Brasil. In: Políticas, instituições e aids: enfrentando a epidemia no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.: ABIA,1997.

GUATTARI, F.& ROLNIK, S. Micropolítica:Cartografias do Desejo. Petrópolis: Vozes, 1986.

MOTT, L. Aids:reflexões sobre a sodomia. In: Comunicações do ISER, no. 17. Rio de Janeiro: ISER(Instituto de Estudos da Religião),1985.

PARKER, R. A construção da solidariedade:aids, sexualidade e política no Brasil. Rio de Janeiro: Relume-Dumará: ABIA:IMS,UERJ,1994.

SONTAG,S. Aids e suas metáforas. São Paulo:Companhia das Letras,1989.

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José Henrique Lobato Vianna é psicólogo cooperado da CODEPSI.

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