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Ensaio

O Amor - Um encontro com o objeto – A questão do amor transferencial

Maise Resnick
9/2001

 

 repetição do modelo de um antigo encontro fundamental teríamos, então, resolvido parte da questão: o amor de transferência, enquanto repetição, é uma resistência que se impõe ao processo analítico. 

Parece-nos que tudo estaria serenamente esclarecido se não tivéssemos que lidar com a outra, se não a única, “face” da repetição. Aquela que nos coloca frente à pulsão de morte. Com a conceituação da pulsão de morte, Freud nos mostra que fenômenos transferenciais não se fazem na esperança de obtenções de prazer, mas sim por uma compulsão à repetição, que é expressão da pulsão de morte, situada além do princípio do prazer. Os fenômenos transferenciais se colocam, assim, como expressões das pulsões de vida e de morte. 

Nesta perspectiva, nos perguntamos: se o amor repete, porque o faz? Repete em nome da morte, em nome da pulsão de morte.

Hão de pensar os leitores que se trata de uma contradição,  pois o amor, neste estudo é nomeado força de criação e manutenção da vida, ou seja exclusivamente vinculado às pulsões sexuais, portanto, de vida. Mas, acabamos de afirmar que o amor é repetição e isto é pulsão de morte, de destruição. Como podemos conciliar os contrários vida e morte no amor? 

Na própria palavra amor está indicada a possibilidade de uma tal conciliação. É como entendemos Freud, que em “Psicologia de Grupo e Análise do Ego” nos diz: ”Somos de opinião, pois, que a linguagem efetuou uma unificação inteiramente justificável ao criar  a palavra “ amor” com seus numerosos usos, e que não podemos fazer nada melhor senão tomá-la também como base de nossas discussões e exposições científicas” (Freud, 1921,p.116). 

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