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Ensaio

O Amor - Um encontro com o objeto – A questão do amor transferencial

Maise Resnick
9/2001

 

 analista, de ser retribuído em seus sentimentos amorosos. Portanto, temos que admitir que o amor que surge no tratamento analítico guarda um aspecto que o coloca em posição especial. A saber, o fato de ser provocado pela situação analítica e intensificado pela resistência. 

Com  isto, Freud nos recomenda alguns procedimentos em relação à tarefa analítica, afim de manter “um forte domínio do amor transferencial”. O analista deverá, segundo ele, manter seu lugar, de modo a permitir que o analisante com maior segurança deixe que todas as fantasias ligadas aos desejos sexuais, juntamente com os detalhes de seu estado amoroso, possam vir à luz. A partir destas, o analisante “abrirá o caminho para as raízes infantis de seu amor” (Freud, 1915 a, [1914], p.216). 

Estivemos até aqui, discutindo a questão do amor de transferência a partir de alguns conceitos psicanalíticos. Vimos que a transferência contém o aspecto de atualização de conflitos, que esta atualização tem o caráter de repetição, que se faz instrumento de resistência. 

Entretanto, os fenômenos de transferência e resistência, não apresentam somente uma implicação com a questão do amor transferencial, mais que isto, poderíamos dizer que emprestam seu corpo(1) para que o amor circule no momento analítico, sendo este um caminho e talvez o único que viabilize o processo de cura. “O processo de cura é realizado numa reincidência no amor(...) Todo o tratamento psicanalítico é uma tentativa de libertar amor recalcado(...)” (Freud, 1907 a, {1906}, p.91,92). 

Comecemos pelo termo “reincidência”. Este termo nos remete à repetição que é, como vimos, o meio pelo qual se dá todo encontro com o objeto, caracterizando-o como um reencontro. Se tivéssemos que considerar que é desta forma que o sujeito expressa amor, que o meio pelo qual ele estabelece relações amorosas é pela

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