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Ensaio

O Amor - Um encontro com o objeto – A questão do amor transferencial

Maise Resnick
9/2001

 

 Não devemos esquecer, contudo, que estes afastamentos da norma constituem precisamente aquilo que é essencial a respeito de estar enamorado” (Freud,1915a, [1914], p.218). 

Aqui, Freud parece tornar evidente o caráter genuíno do amor transferencial. Estamos certos de que não se trata de uma interpretação errônea sobre a situação de enamoramento do analisando pelo analista. No amor transferencial estamos realmente lidando com amor enquanto tal. “Entretanto, a resistência não cria este amor, encontra-o pronto (...)faz uso dele(...)(Freud,1915ª,[1914].P.218).

A partir disto, qual seria então a diferença entre o amor na vida e o amor na transferência?

Neste ponto, nos deparamos com a dificuldade de falar da natureza do amor. Podemos pensar que esta tenha sido também, uma dificuldade encontrada por Freud, visto que ele nos oferece um grande número de contribuições teóricas, mas nenhuma especificamente sobre o amor. Possivelmente as críticas de todos nós são  em obtermos respostas sobre o tema do amor, sua natureza e função.

É preciso que se atente para a determinação de Freud, neste texto, em falar-nos da questão do amor de transferência enquanto uma resistência ao trabalho analítico. Pontua ele que a paixão transferencial leva o sujeito a perder toda compreensão e interesse no tratamento: ”(...) não falará ou ouvirá a respeito de nada que não seja o seu amor, que exige que seja retribuído” (Freud,1915 a,[1914],p.211). 

Tal fenômeno torna-se uma forma inquestionável de resistência, “tudo que interrompe o progresso do trabalho analítico é uma resistência” (Freud, 1900, p.551). 

A resistência, tal como Freud observa na “Interpretação dos Sonhos”, faz o paciente silenciar. Entretanto, o amor de transferência contém um aspecto de demanda que se evidencia na exigência do analisante enamorado pelo

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