A aids (Síndrome da imuno-deficiência adquirida) tem no ano de 1981 o seu marco. A partir dessa data, ela começa a despontar como uma das doenças que mais deixou vítimas de morte em todos os tempos. Instala-se tomando espaços ao nível das subjetividades, criando considerações acerca de si mesma, ora alarmantes, ora esclarecedoras.
A primeira associação criada é de que a aids era uma doença de homossexuais ricos, uma espécie de “câncer gay”, visto que o primeiro portador, notificado e diagnosticado como soropositivo era homossexual e apresentava certos sintomas, que se assemelhavam aos do câncer. O significado desse aparecimento, num país como os EUA, de uma economia vultosa, faz de tal doença, uma grande propulsora de pesquisas na área de epidemiologia. Por esse possível referencial a aids mexe com espaços de grande peso: o campo científico e o setor farmacêutico,pois há uma necessidade premente de controlar o avanço da doença e trazer, aos já contaminados, possibilidades de vida com mais longevidade. A expectativa de vida nos primeiros anos da doença era de 18 meses se revertendo com o passar do tempo.
No Brasil, em 1982, se constata o primeiro caso.
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