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Ensaio

O Amor - Um encontro com o objeto – A questão do amor transferencial

Maise Resnick
9/2001

Este trabalho é parte de uma pesquisa sobre o amor em sua manifestação dinâmica que encerra o encontro com o objeto. O interesse pelo tema foi determinado pelo exercício da prática psicanalítica.

Na teoria que norteia a práxis psicanalítica, o amor se encontra no eixo do trabalho seja como entrave – resistência ou facilitação – transferência positiva. Foi a partir das vicissitudes dessa experiência que minhas interrogações tomaram corpo.

A premissa básica desenvolvida neste estudo examina o amor enquanto força de criação e manifestação da vida. Neste sentido lembramos Freud em O Narcisismo, onde nos apresenta a questão da vida mental ultrapassar os limites do narcisismo e ligar a libido represada no ego narcísico a objetos:

“Devemos começar a amar afim de não adoecermos e estamos destinados a cair doentes se em conseqüência da frustração, formos incapazes de amar” (Freud,1914).

O amor-Eros mostra-se imperativo na manutenção da vida e, portanto, da criação.

O poeta Hine, citado por Freud nos diz: “A doença foi sem dúvida a causa final de todo anseio de criação. Criando pude recuperar-me, criando, tornei-me saudável” (Freud, 1914).

Em psicanálise, existe um discurso possível sobre o amor, é o discurso da transferência, da resistência, modos pelos quais o amor se expressa. É a partir destes “modus operandi” que identificamos o amor na relação transferencial. É sobre isto que passaremos a discutir.

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