A mitologia grega nos apresenta a história de Dédalo (Thomas Bulfinch, 2002), um homem muito engenhoso que foi incumbido pelo rei de Tebas, Minos, para construir um labirinto. Durante anos a fio sete jovens e sete donzelas eram lançados nesse subterrâneo que consistia de inúmeros corredores tortuosos que se comunicavam, parecendo não ter começo e nem fim. Tais vítimas seriam devorados pelo Minotauro, monstro com corpo de homem e cabeça de touro. Entretanto, depois de um tempo, Dédalo caiu no desagrado do rei e foi aprisionado em uma das torres de sua própria construção. Conseguiu fugir da prisão, pois só ele conhecia as saídas de tal esconderijo. Como não podia sair da ilha por mar devido à severa vigilância que o rei mantinha sob todos os barcos que entravam e saíam, viu-se encurralado. Dédalo pensou: “Minos pode vigiar a terra e o mar, mas não o ar”. Pôs-se então a fabricar asas para si e para seu jovem filho, Ícaro. Quando o trabalho foi terminado, o artista agitando as asas flutuou e equilibrou-se no ar. Em seguida equipou o filho da mesma maneira, ensinando-o a manejar as asas.
-“Ícaro, meu filho, preste atenção, terás que voar a uma altura moderada, pois se voares muito baixo, a umidade emperrará tuas asas e, se voares muito alto o calor derreterá a cera que as une, e cairás. Ficas perto de mim e estarás em segurança”.
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