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Artigo

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais V ( DMS-V)

Suelli Guerreiro
9/2011

Campanha Internacional ‘Stop DSM’ : em favor de uma psicopatologia em que o sujeito seja contemplado ( Espai Freud – Barcelona; ForumADD – Buenos Aires; Nucleo de Pesquisa e Extensão em Psicanálise – UF de São João del Rei; Laboratório de Interunidades de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP; PSILACS Grupo de Pesquisa “Psicanálise e Laço Social no Contemporâneo” do CNPq; Laboratório de Psicopatologia e Psicanálise da UFMG).
 
O DSM, a partir de sua terceira versão em 1980 (DSM III) estabelece o objetivo de ultrapassar a falta de acordo entre diversos teóricos do campo do sofrimento psíquico e, para isto, tenta amparar-se em dois princípios básicos: transformar a psicopatologia em um descritivismo de sinais e sintomas e evitar pronunciar-se sobre a etiologia dos transtornos mentais. O método explícito de pesquisa é a estatística.
Os órgãos citados acima consideram que estes princípios se reduzem a uma proposição que classificam como a-teórica, incompatível com uma revolução científica. A função da ciência é explicar um fenômeno e não descrevê-lo. Além disso, a aceitação dos DSM’s não é hegemônica.
No que concerne ao ensino da psicopatologia nas universidades, este fica reduzido ao preenchimento de um check-list, limitando a capacidade crítica e o debate entre profissionais. O método clínico, essencial para o trabalho com o sofrimento psíquico, também fica prejudicado, já que o sintoma psíquico pode ser considerado uma tentativa de solução do sujeito em sua inserção no mundo.
Ainda um agravamento, o DSM-V, pretende predizer a possibilidade de surgimento de transtornos no sujeito, levando a uma patologização da existência. A indústria farmacêutica seria uma das beneficiadas em detrimento da qualidade e possibilidade de escolhas do sujeito.
 
Este texto é uma síntese do manifesto lançado pelas instituições acima citadas.
 

Obs: A revista CULT de julho de 2011, nº 159, traz uma reportagem - dossiê sobre Foucault e a "História da Loucura", publicada há 50 anos, e pode ser muito interessante de ler e informar-se sobre as origens da discussão acima.

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